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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Eleições CAHis 2011 - Enquanto houver LUTA, haverá HISTÒRIA!

Nós, da Chapa Atitude & Resistência, acreditamos que o Centro Acadêmico (CA) é o espaço de organização política dos estudantes. É no CA que nós, estudantes, podemos discutir e formular quais nossas demandas, qual universidade e qual sociedade queremos. Em outras palavras, é onde podemos traçar nossos objetivos políticos. Não só traçar quais são, mas como atingi-los, e para isso é indispensável um trabalho organizado – daí a melhor definição da função do Centro Acadêmico: a de nos organizar para poder transformar a realidade.


A organização traz uma série de vantagens para qualquer trabalho em busca de mudança social. Além da soma de forças, a organização possibilita a divisão do trabalho, o compartilhamento de novas ideias, e uma melhor avaliação de quais nossos obstáculos e resultados conseguidos. Isso funciona para qualquer tipo de organização politica e social, e é assim que a sociedade se modifica e se transforma: de acordo com o nível de organização dos diversos setores dessa sociedade. Na universidade não é diferente!


No nosso curso de História, há oito anos as/os estudantes se organizam no Centro Acadêmico de História Luiza Mahin, debatendo, formulando, e tocando as lutas necessárias para a transformação da nossa universidade, como a aprovação das cotas, a disputa do REUNI, as mobilizações por melhorias em São Lázaro, a organização em torno dos debates setoriais – como a diversidade sexual, a reparação racial, e o empoderamento das mulheres.


Nos últimos anos, porém, temos passado por um momento de desmobilização e esvaziamento do CAHis. Isso mostra que é necessário rever nossas formas de organização para ativar o interesse dos estudantes e disputar o entendimento de que as lutas e, por consequência as mudanças, só ocorrem com a participação de todos. Nesse momento, com uma maior abertura para uma construção coletiva e transparência na condução do processo, conseguimos exercitar o ativismo político de novos atores e atrizes que podem dar conta, no próximo período, de retomar as tarefas centrais do Centro Acadêmico de organizar os estudantes, e avançar nas nossas lutas. Isso só se dará, porém, com uma maior participação de todas e todos, atuando como sujeitos ativos nas mudanças da sua própria realidade.


Nós da Chapa Atitude & Resistência, chegamos nessas eleições, por fim, sendo a única chapa a concorrer à próxima gestão do CAHis Luiza Mahin. É a primeira vez desde a refundação do CAHis em 2002 que não temos disputa entre chapas. Isso não pode significar, no entanto, que esta seja uma eleição menos mobilizada e com menos discussão. Queremos fazer desse momento mais uma oportunidade de agregar pessoas para a construção coletiva do movimento estudantil e chamamos você para participar dessas eleições neste sentido, não só como mais um voto, mas como mais pernas que vão fazer o Centro Acadêmico de História Luiza Mahin caminhar.


Participe, discuta com seus amigos, debata propostas, opine conosco, e vamos tornar o nosso movimento mais forte!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eleições CAHis - Arrumando a Casa




Arrumando a casa

O Centro Acadêmico é um espaço de organização política dos estudantes. É através dele que o estudante comum faz com que seus interesses seja ouvidos, que seus projetos e idéias se tornem realidade. Mas nada disso funciona se não mudarmos radicalmente a relação da entidade com o curso, a começar pela política organizativo-financeira e pela política de comunicação.

Para conquistar tudo que queremos, precisamos de um C.A. realmente presente, ativo e antenado. Que se antecipe aos problemas que podem surgir. Nenhuma gestão pode ser invisível ao estudante; os coordenadores não podem restringir sua comunicação apenas a lista de e-mail, ou a frieza de um papel pendurado no mural, NÃO. Não podemos considerar isso como algo secundário, é preciso ter uma real política de comunicação, ou seja, que o Centro Acadêmico deve usar e abusar das passagens em sala, pois nada substitui o frente a frente com o estudante. Por tudo isso, propomos também a retomada das edições do Circuladô, nosso pequeno informativo semanal, e mais ainda, as edições mensais do jornal ARTESANAL, onde podemos aprofundar os debates que realizamos durante o ano.

Durante anos, por exemplo, o estatuto da nossa entidade foi referência para C.A.`s de todo o Brasil, mas hoje precisa ser atualizado, principalmente para atender o curso noturno. Uma assembléia de estudantes já aprovou um Grupo de Trabalho para discutir essas modificações, mas a atual gestão não convocou nenhuma reunião. É preciso que a futura gestão do C.A. leve isso a frente.

Para que qualquer gestão de Centro Acadêmico dê certo, o mínimo que podemos esperar é que sua política financeira ande corretamente. O C.A. precisa se auto-sustentar, ser transparente e desenvolver ações responsáveis para viabilizar as gestões da entidade ano a ano. Mas não foi isso que vimos nos últimos tempos. As duas últimas gestões da entidade sequer realizaram prestação de contas da gestão. Não queremos acreditar que houve má-fé, mas uma gestão que recebeu em 2007 recursos suficientes para dar cabo de mais de um ano de gestão deve, no mínimo, ter muita responsabilidade com as finanças, que no final de contas, estão a serviço do estudante.

Secretaria de Organização Interna

Organizar a Memória do CAHis

Disponibilizar as atas das reuniões no sítio

Finalizar o projeto de digitalização dos
documentos do CAHis


Digitalização dos textos das disciplinas

Secretaria de Comunicação

Reativar o jornal Artesanal e torná-lo periódico

Circuladô é pra ser semanal!

Manter e atualizar constantemente o site do curso

Disponibilizar uma pasta do CAHis na Xérox

Construir o Mural do ME

Um C.A. atuante de verdade deve contemplar, em sua gestão, tanto o debate político quanto o acadêmico. Nesse sentido, as gestões do Atitude e Resistência foram marcadas pela instituição da Semana do Calouro e da Semana de História. Atividades que se tornaram praticamente obrigatórias em qualquer gestão do CAHis devido a importância e sucesso das suas primeiras edições.

Além disso, a Revista de História foi um projeto feito em nossa gestão, com o intuito de proporcionar uma primeira oportunidade de publicação dos trabalhos das/os alunas/os da graduação, intergrá-los à produção de conhecimento do Programa de Pós Graduação em História (PPGH).

Acreditamos que o C.A. precisa criar espaços de intercâmbio entre graduação e pós-graduação, e por isso nos propomos a organizar um espaço mensal onde os alunos apresentem suas pesquisas, chamado “Café com História”. O C.A. precisa participar da construção do II Encontro de Novos Pesquisadores em História e do I Encontro dos Programas de Pós Graduação da FFCH, que acontecerão em 2010.

Especialmente agora que temos um curso noturno, habilitado apenas para a licenciatura, o nosso debate acadêmico não deve se restringir apenas à pesquisa histórica, mas também à formação de professores que é tão desprestigiada no nosso currículo. É por isso que a pauta da reformulação curricular deve ser prioritária para a próxima gestão do CAHis, não basta aumentar a carga horária de matérias da FACED para que a nossa formação seja direcionada a licenciatura, é preciso reformular o sentido dessas matérias que muitas vezes dialogam pouco com o curso de História e não formam adequadamente para sala de aula .

Por isso propomos:

- Organização da Semana do Calouro
- Organização da Semana de História com eixo temático escolhido pelos estudantes
- Organizar o “Café com História”
- Elaboração de projeto para concorrer ao PET (Programa de Educação Tutorial)
- Maior participação junto ao Conselho Editorial e ampla divulgação da Revista de História
- Atuação do CAHis junto aos realizadores do I Encontro dos Programas de Pós Graduação da FFCH e do II Encontro de Novos Pesquisadores em História


*Todas as propostas de atividades devem contemplar tanto o turno diurno quanto o noturno.


sábado, 28 de março de 2009

DEMOCRACIA SE PRATICA EM CASA!




Paridade nas eleições para a direção de FFCH
Os diversos setores ligados ao movimento de educação têm lutado desde a ditadura pela garantia da autonomia universitária e pela ampliação da democracia nos espaços decisórios dessas instutuições. Enfrentaram por diversas vezes a indicação de interventores durante o período militar, resistindo aos reitores do regime.

A Constituição Federal garante às universidades públicas, pelo teor de seu art. 207, autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. Ainda não regulamentado, o artigo promove a possibilidade das Instituições de Ensino Superior se autogerirem, desligando-se do controle excessivo do executivo e ampliando a participação das categorias nos rumos da universidade.

Atravessamos o regime e chegamos na democratização, enfrentando os dispositivos que interferiam na autonomia de gestão das IFES e defendendo a valorização da participação da comunidade universitária nos rumos da educação.

Por isso a luta de servidores, estudantes e docentes pela revogação do Decreto 1.916/96 e da Lei 9.192/95: dispositivos que regulamentam a escolha de dirigentes das IFES; e pela retirada do parágrafo único do art. 56 da LDB-9394/96 (“em qualquer caso, os docentes ocuparão setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações estatuárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes”); defendendo a necessidade de conduzir a escolha de dirigentes sob regras estabelecidas pela comunidade acadêmica no interior de cada instituição de ensino, observando a paridade entre as categorias.

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, recentemente se pronunciou sob o tema, apontando que acataria todo processo de escolha deliberado, qualquer que seja sua natureza, garantindo assim a autonomia universitária.

É importante que a comunidade da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas entenda o processo eleitoral que se aproxima como um espaço da prática de decidir, exercício fundamental para o desenvolvimento de valores participativos e democráticos.
A eleição paritária é uma bandeira dos setores que defendem o fortalecimento da universidade pública a partir da ampliação da democracia, do senso de responsabilidade e participação, do controle público e da valorização dos três segmentos que compõem a comunidade universitária. A Universidade pública deve ser um espaço de formação de cidadãos/ãs conscientes, inseridos/as nos processos de mudança de que necessita o país.
A discrepância na proporção estabelecida para a escolha de diretoras/es e vices, que não observa a valorização igualitária de todas as categorias da universidade, desestimula a participação de estudantes pela inexpressividade do peso de sua participação.

Nesse processo que se aproxima, a comunidade da FFCH deve estar atenta à defesa da ampliação, e não restrição, do direito de participar, intervir e construir a nossa faculdade. Convocamos as outras categorias, docentes e servidores, a garantir um amplo debate sobre a democratização de responsabilidades, direitos, deveres e do controle social do bem público, postos em questão nos rumos da nossa faculdade.

Saudações estudantis!

Atitude & Resistência – Construindo a Luta, Fazendo a História


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sobre Pedras e Vidraças



Balanço da Eleição para Representantes Estudantis de História

Nos dias 9 e 10 de abril foram realizadas eleições para a Representação Estudantil de História dos Órgãos Colegiados. São eles: Departamento, Colegiado e Congregação. Nós do “Atitude e Resistência”, grupo formado há quase seis anos, sempre construímos a Representação Estudantil (independente de dirigir o Centro Acadêmico) e foi o que fizemos novamente este ano. No entanto, algumas situações diferenciadas ocorridas tornaram imprescindível a divulgação dessa nota pública.

No processo de eleição, assistimos a um festival de erros cometidos pela Comissão Eleitoral escolhida pela Coordenação Executiva do Centro Acadêmico. Essa comissão, não lançou o edital de abertura do processo eleitoral na lista de e-mails do curso, nem nos murais da faculdade ou em passagens em sala; sem qualquer diálogo, adiou a data limite tirada em assembléia para a inscrição d@s cantidat@s; e, como se não bastasse, resumiu a divulgação do processo a um cartaz onde sequer consta a especificação de que as eleições em andamento são para @s estudantes de História, e não para qualquer outro curso. Por último, o debate que aconteceria nessa terça-feira (08/04), acabou não sendo realizado, justamente por falta de divulgação (a Comissão Eleitoral se restringiu a uma passagem em sala relâmpago na véspera do debate e a um informe na lista às 17 horas do mesmo dia); uma perda para tod@s que prezam pela discussão política qualificada. Para nós, não restam dúvidas de que o debate não aconteceu porque a atual gestão do Centro Acadêmico fez a consciente opção pela desmobilização.

No entanto, esses fatos acima descritos ainda não são o que de mais grave aconteceu no processo eleitoral. No seu material de campanha, o grupo que hoje dirige o C.A., divulgou quais os nomes que supostamente o CAHIS apoiara, sem que isso tenha sido aprovado em qualquer instância deliberativa, ou ao menos ter refletido se é papel de uma entidade de base apoiar ou preterir um/uma estudante, seja quem ele/ela for. Acontece que nossos colegas não entenderam uma questão fundamental para qualquer militante do movimento social: a diferença entre grupo e entidade. Enquanto estudante ou grupo político, qualquer um pode manifestar sua opinião acerca de qualquer coisa (o grupo Voz Ativa pode apoiar quem quiser); no entanto, uma entidade tem o dever de representar
tod@s @s estudantes e jamais ter preferências.

Embora respeitemos aqueles e aquelas que escolheram este grupo para dirigir o C.A. e de mantermos a postura de construir, disputar e em hipótese alguma deslegitimar a nossa entidade, é nosso papel reinvidicar nossos direitos e denunciar qualquer abuso.
Em verdade companheir@s, é muito mais fácil ser pedra do que vidraça. Aqueles que sempre se reinvidicaram democráticos e donos da ética, que denunciam em belos gritos de guerra a burocracia e o aparelhamento das entidades, basta tomarem um espaço, mesmo que pequeno, para reproduzirem as mesmas práticas que tanto questionam.

Grupo “Atitude e Resistência”

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Eleição de Representantes Estudantis



Lugar de estudante é...?

Vivemos o momento de refletir qual o papel do estudante dentro da
universidade. Cada espaço da instituição nos diz respeito; por vezes
não diretamente. A oportunidade de nos fazer representar também no
espaço institucional da faculdade deve ser visto com a oportunidade
de podermos disputar a sua transformação.

Mas o que é essa representação estudantil nos órgãos colegiados?

O Colegiado é o fórum que reúne representantes de professores de acordo com a sua área de estudo e mais três representantes estudantis, são discutidas questões fundamentais para os discentes, como jubilamento, quebra de pré-requisito e matrícula. É uma garantia de podermos intervir na relação mais institucional do estudante com a Universidade. É onde podemos propor a criação de novas matérias de acordo com nossas demandas. No Departamento, espaço que reúne todos os professores de História e quatro estudantes, são abordados temas relativos diretamente ao corpo docente como: afastamentos para pesquisa ou pós-doutorado, novos concursos, progressão de carreira e outros. A proposta de reestruturação da universidade apresentada no último ano foi pauta das reuniões de Departamento. Podemos nesse espaço garantir que seja construída uma avaliação docente no nosso curso para a melhoria do seu aproveitamento. Outra instância é a Congregação; assim como cada unidade de ensino da universidade; a reunião da Congregação de FFCH é a maior instância deliberativa da faculdade. Nesse espaço se reúnem a direção da faculdade, representantes dos colegiados, departamentos, programas de pós- graduação, funcionários e estudantes, discutindo temas que envolvem a faculdade como plano de gestão, estatuto e finanças. As discussões mais acirradas sobre o programa de reestruturação da universidade ocorrida no último semestre foram tema da Congregação. A representação estudantil de história atuou em intenso combate à falta de democracia instalada na universidade no episódio da ocupação da reitoria (exigindo a revogação do Conselho Universitário fraudado que aprovou o Plano de Reestruturação da Ufba no dia 19/10), à forma irresponsável com que a Reitoria tratou e tem tratado a discussão dessa reestruturação, na defesa da luta política travada pela comunidade estudantil no último período e pela garantia de que nossa faculdade amplie seus espaços de discussão, transformando em ocasião a reunião da Congregação, por exigência nossa, em um espaço aberto à comunidade de FFCH.

O grupo "Atitude e Resistência" sempre participou das eleições para representantes estudantis; desde 2002, construímos uma sólida intervenção na defesa da universidade, defendendo questões como assistência estudantil e reforma curricular. A representação estudantil deve atuar na defesa de nossa faculdade não só como espaço de produção intelectual, mas como espaço de construção política que contribua para melhoria da nossa universidade. É fundamental percebermos que toda a discussão colocada no último período gira em torno de que universidade nós queremos. O espaço institucional deve ser ocupado também por nós estudantes para garantir que integremos as nossas pautas na construção de nossa universidade.

Debate dos candidatos à Congregação – 8 de Abril, às 11 horas, na Sala 08 da FFCH

Eleições para Representação Estudantil nos Órgãos Colegiados – Dias 9 e 10 de Abril

ATITUDE E RESISTÊNCIA VOTA:

Congregação: Dudu (2005); Departamento: Fernanda (2007),
Rodrigo "Itororó" (2007) e Emily (2006); Colegiado: Rafael Pedral
(2007) e Andréa (2005).